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Qual a diferença entre avaliação psicológica e neuropsicológica? (de maneira simplificada)

  • 5 de jun.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de jun.


Tanto a avaliação psicológica quanto a neuropsicológica avaliam o paciente enquanto totalidade, mas seus objetivos e aplicações são diferentes. Nenhum dos dois serviços busca intervir, mas analisar a pessoa e seu contexto para chegar a conclusões embasadas em conhecimento técnico sólido, de modo a nortear decisões futuras.



O que é avaliação psicológica?


O escopo da avaliação psicológica é variado, a depender do contexto, mas o que a caracteriza é a investigação de aspectos cognitivos, emocionais e mentais para responder à uma pergunta. Usa-se avaliações psicológicas tanto em contextos em que o tempo é curto quanto quando há possibilidade e necessidade de uma análise mais detalhada. Suas aplicações são inúmeras devido a sua versatilidade.

Como exemplo de aplicações breves, pode-se citar seu uso em seleção de candidatos para uma vaga de emprego, no trânsito, entre outros. Já como exemplos de aplicações mais demoradas, pode-se citar preparatório/triagem para algumas cirurgias ou encaminhamentos de outros profissionais para ajudar no esforço diagnóstico.



O que é avaliação neuropsicológica?


O escopo da avaliação neuropsicológica já é mais específico. Ela busca, através da observação comportamental, testagem e entrevistas inferir sobre o cérebro e seu funcionamento. É possível ajudar no diagnóstico, apontar a possível fonte dos sintomas cognitivos (etiologia), determinar a gravidade e criar bases para intervenções futuras. Portanto, geralmente ela é mais útil em casos em que os aspectos cognitivos são protagonistas do transtorno ou do problema a ser analisado.

Fica mais simples de entender quando pensamos, por exemplo, em idosos que vivem processos demenciais. É possível que certas alterações precoces não sejam identificadas com facilidade e se confundam com o declínio característico do envelhecimento. Assim, nesse contexto, a avaliação neuropsicológica poderia ajudar a mapear as dificuldades do paciente e o que se mantém dentro do esperado, detalhando através das alterações observáveis e mensuráveis o que pode estar afetado. Ainda, com estas informações, é possível supor a causa do declínio, uma vez que processos demenciais variam em apresentação a depender do contexto.



 
 
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